sábado, 29 de maio de 2010

Aprendendo a viver


Não será a primeira, tão pouco a última vez que me depararei com situações iguais a esta. A propósito, aprendi que na vida nem tudo é para sempre. Tudo tem seu início, meio e fim, ou que quando os acontecimentos fogem a este raciocínio, eles aparecem de forma cíclica. A verdade toda é que a vida sempre nos coloca obstáculos, dos mais simples aos mais complexos, e, atire a primeira pedra quem nunca foi surpreendido por uma situação que se achava impensável até pela pessoa mais pragmática, irredutível e, até certo ponto, intransponível, como eu.

Ultimamente a vida tem me mostrado que paradigmas são quebráveis; que a verdade não é um modelo absoluto e que a humanidade é suscetível ao retrocesso moral e de personalidade, e daí, surgem as primeiras decepções. A primeira decepção que tive, foi quando percebi que a ciência não está acima da verdade e da mentira, do bem e do mal, de Deus ou do Diabo. A minha segunda decepção veio acompanhando a primeira. Ora, se a ciência é fruto da humanidade, e esta dotada de natureza parcial e tendenciosa, como pode a ciência sobrepor-se aos sentimentos humanos? e aí é que vem o grande desafio: conformar-se de que em algumas situações desta vida não podemos gozar de ações prescritivas e que o nosso aprendizado de vida é o nosso maior aliado.

Nesta etapa da minha vida, cheguei à conclusão de que nunca é tarde para começar de novo, e que errar faz parte do aprendizado. Se eu não errar, não terei parâmetros para delimitar o caminho a seguir. Torno público, então, a minha decisão em enfrentar a vida sem medo de fechar uma porta, de dar o meu rosto a tapa, pois tenho certeza que a coragem – obviamente dentro da racionalidade – é o grande start para o sucesso.

Dedico, portanto, a ti – meu amigo Portela – este “pequeno textículo”, como forma de gratidão ao teu companheirismo e lealdade, pelos ensinamentos que deste a mim e ao Filhinho, mostrando que não se deve temer ao mundo, pois de qualquer maneira, qualquer lugar ao redor do cu é beira.

Espero, sinceramente, nunca mais te encontrar aqui, afinal, teu propósito não ficar estagnado nessa cidade, e sim vender tua alegria e a tua música pelos quatro cantos desse Brasil, e podes ter certeza de uma coisa, tu não estás sozinho, é como dizia Raul Seixas, “um sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só. Um sonho que se sonha junto é realidade”. Boa viagem, sucesso na vida e na carreira, meu amigo. Mostra a todos que é nós que tá na favela, sangue!


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