sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Um salto em busca do...

Esta sexta-feira, dia 23 de outubro de 2009, foi um marco para as políticas em C&T no estado do Amazonas, comemora-se, finalmente, a inauguração da Sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas.

Não podemos desconsiderar que durante esses quase 9 anos que antecederam a inauguração da sede própria da FAPEAM, a comunidade científica no Amazonas vem acumulando sucessivas vitórias neste campo, inclusive chegando-se a marca de 3ª maior Fundação de fomento a pesquisa do Brasil. Até o final de 2008, a fundação investiu R$ 158.987.078,01 em desenvolvimento de pesquisa e formação de recursos humanos. Tudo isso, vale destacar, que foi possível graças a maturidade e a habilidade que o estado adquiriu para conseguir recursos, sobretudo, através de convênios e parcerias com instituições públicas e privadas.

De fato, as conquistas foram grandes e significativas para uma terra “recém-descoberta”. Contudo, muito deve ser pensado, principalmente no que se refere ao futuro das políticas públicas de incentivo ao setor produtivo. Ano que vem, entraremos em um ano eleitoral, e como sabemos, existe o lado negro da política que, por diversas razões, transformam algumas vitórias anteriores a mitos populares. Então, o que devemos fazer? Este é o momento certo para refletirmos sobre o futuro da comunidade científica no Amazonas. Hoje temos uma casa e o que faremos delas?

sábado, 3 de outubro de 2009

Retrospectiva

Hoje pela tarde tirei um momento para refletir sobre os últimos acontecimentos na minha vida. Durante esse momento de retrospectiva, tive a oportunidade de encontrar uma revista publicada no 1° semestre de 2006. Confesso que fiquei impressionado com a proximidade das notícias publicadas nesta edição com fatos atuais. Com exceção da sessão de esportes, todas as outras traziam temas recorrentes, a diferença era a proporção.

Em 2006, os escândalos políticos ficaram por conta da vergonhosa cena do então diretor dos correios, Maurício Marinho, recebendo propina com o dinheiro sujo do governo. Veja, apesar da decorrência deste e de outros fatos lamentáveis envolvendo parlamentares e pessoas ligadas ao poder público, as ocorrências envolvendo estas pessoas parecem infindáveis; parando pra analisar, o escândalo do mensalão foi apenas a ponta do “iceberg” e o estopim de uma crise moral na política brasileira, nada muito diferente do que vemos hoje com a falta de credibilidade do Senado Nacional.

Afastando um pouco da questão política, as catástrofes naturais e epidemias, são outros que nunca saem da moda. Todo ano é a mesma coisa: quando não é seca é cheia; quando não é sol é chuva; quando não é terremoto é Tsunami. A mesma coisa serve para doenças da moda: é mal da vaca louca, febre aftosa, gripe aviária, gripe suína...

Sinceramente, estou começando a achar que esta primeira década do século XXI vai ser marcada, claro, por avanços tecnológicos, acordos globais e a ascensão da economia chinesa, mas também pela rotatividade dos acontecimentos mundiais. Ora, o que eu estou vivenciando, guardada as devidas proporções, está parecendo o que ocorre com as novelas brasileiras. Há uns 3 anos não vejo novela das 20h, e também nem preciso: elas se tornaram tão repetitivas, que eu conheci todos os personagens e soube de todos os finais de novela apenas assistindo comerciais. É o que acontece! Vou esperar pro ano que vem a nova doença da moda, talvez uma gripe anfíbia, que vai ser transmitida pelos sapos.

Ah...amigos, francamente! Nós como construidores da história temos que mudar essa panorâmica nos próximos anos, pelo amor de Deus, quero passar uma velhice cheia de novidades e prazeres diversos: um típico velho sacana do século XXI

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Olhar científico

Hoje, após uma típica pelada de final de semana com a turma do chopp, retomei a uma corriqueira discussão a respeito da aplicação do conhecimento científico. Ora, mas aonde a abordagem científica se aplica a um jogo de bola com vários marmanjos metidos a boleiros?

Bem, sem dúvidas a analogia pífia, a primeira vista, parece sem fundamento. Contudo, o resultado de uma análise mais crítica da minha pelada é tão pitoresca quanto algumas práticas administrativas que observo no serviço público.

Todo time de pelada é formado por um bando de malas não egressos por concurso público, começando por mim, que fui indicado pelo tio do primo do amigo do vizinho que joga no time dos casados. Eu estou lá na cabeça de área. Sou jogador de confiança. Há de quem me tirar do time, sou amigo do homem. Nesse time joga o Seu Zé. Barrigudo e relotado de outros times. Embora seja Centro-avante e não faça gols, ele é peça intacta no time. A lei não permite tirá-lo de jogo, ele é o dono da bola e do campo. O Paulinho é aquele que fica lá atrás e dá o sangue por todo o time. Corre, marca, ataca. É o legítimo estagiário-peão. Ah amigos... Já fui uma pessoa de vitalidade como o Paulinho. Hoje em dia, eu pretendo apenas fazer uma boa partida e ajudar a equipe a somar três pontos. Sabíamos que o adversário iria dar trabalho, mas agora é levantar a cabeça e pensar no próximo adversário.

Apesar de 1/5 de século vivido, a cada cento e oitenta minuto que se passam eu fico mais parecido com o Carlão. O Carlão é o nosso goleirão. Com seus 1,65 m não teme em peitar nenhum companheiro de time. Sempre enérgico, orienta o time com seus berros, e, como de praxe, termina os jogos irritado com alguém.

Finalizando o time, seja qual for o sentido da palavra empregada, temos os funcionários fantasmas. Os fantasmas são aqueles que não fazem nada pelo time e aparecem apenas no final do mês para receber o seu salário. Bem, estou esquecendo alguém? Ah, claro! O Dr. Roberto, aliás, de doutor não tem nada, muito menos graduação, mas ele é do partido. O Dr. Roberto é nosso grande Chefe de Divisão. Não entende nada de futebol, mas seu cargo de técnico é incontestável no time, uma vez que é o partido dele quem financia a cervejinha e a carne do nosso churrasco.

Você, leitor, deve estar se perguntando: “Sim, onde está a ciência nessa conversa toda? Veja, não adianta eu ter um time aonde os jogadores saibam passar a bola por baixo das pernas, fazer malabarismos com a bola ou qualquer artimanha digna da arte circense, o válido é a aplicação deste conhecimento em favor da equipe. A ciência precisar ser aplicada aos processos administrativos. Vivemos em uma era competitiva, na qual o desenvolvimento tecnológico e científico provoca mudanças radicais nas relações sociais. Não adianta financiar o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação se o conhecimento científico não é aplicado aos processos internos. Para se construir uma casa é preciso montar alicerces que suportem a sua estrutura. Este é nosso grande desafio como gestores públicos e formadores de opinião.