"Os resultados provêm do aproveitamento das oportunidades e não da solução dos problemas. A solução de problemas só restaura a normalidade. As oportunidades significam explorar novos caminhos". Peter Drucker.
Esta sexta-feira, dia 23 de outubro de 2009, foi um marco para as políticas em C&T no estado do Amazonas, comemora-se, finalmente, a inauguração da Sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas.
Não podemos desconsiderar que durante esses quase 9 anos que antecederam a inauguração da sede própria da FAPEAM, a comunidade científica no Amazonas vem acumulando sucessivas vitórias neste campo, inclusive chegando-se a marca de 3ª maior Fundação de fomento a pesquisa do Brasil. Até o final de 2008, a fundação investiu R$ 158.987.078,01 em desenvolvimento de pesquisa e formação de recursos humanos. Tudo isso, vale destacar, que foi possível graças a maturidade e a habilidade que o estado adquiriu para conseguir recursos, sobretudo, através de convênios e parcerias com instituições públicas e privadas.
De fato, as conquistas foram grandes e significativas para uma terra “recém-descoberta”. Contudo, muito deve ser pensado, principalmente no que se refere ao futuro das políticas públicas de incentivo ao setor produtivo. Ano que vem, entraremos em um ano eleitoral, e como sabemos, existe o lado negro da política que, por diversas razões, transformam algumas vitórias anteriores a mitos populares. Então, o que devemos fazer? Este é o momento certo para refletirmos sobre o futuro da comunidade científica no Amazonas. Hoje temos uma casa e o que faremos delas?
Hoje pela tarde tirei um momento para refletir sobre os últimos acontecimentos na minha vida. Durante esse momento de retrospectiva, tive a oportunidade de encontrar uma revista publicada no 1° semestre de 2006. Confesso que fiquei impressionado com a proximidade das notícias publicadas nesta edição com fatos atuais. Com exceção da sessão de esportes, todas as outras traziam temas recorrentes, a diferença era a proporção.
Em 2006, os escândalos políticos ficaram por conta da vergonhosa cena do então diretor dos correios, Maurício Marinho, recebendo propina com o dinheiro sujo do governo. Veja, apesar da decorrência deste e de outros fatos lamentáveis envolvendo parlamentares e pessoas ligadas ao poder público, as ocorrências envolvendo estas pessoas parecem infindáveis; parando pra analisar, o escândalo do mensalão foi apenas a ponta do “iceberg” e o estopim de uma crise moral na política brasileira, nada muito diferente do que vemos hoje com a falta de credibilidade do Senado Nacional.
Afastando um pouco da questão política, as catástrofes naturais e epidemias, são outros que nunca saem da moda. Todo ano é a mesma coisa: quando não é seca é cheia; quando não é sol é chuva; quando não é terremoto é Tsunami. A mesma coisa serve para doenças da moda: é mal da vaca louca, febre aftosa, gripe aviária, gripe suína...
Sinceramente, estou começando a achar que esta primeira década do século XXI vai ser marcada, claro, por avanços tecnológicos, acordos globais e a ascensão da economia chinesa, mas também pela rotatividade dos acontecimentos mundiais. Ora, o que eu estou vivenciando, guardada as devidas proporções, está parecendo o que ocorre com as novelas brasileiras. Há uns 3 anos não vejo novela das 20h, e também nem preciso: elas se tornaram tão repetitivas, que eu conheci todos os personagens e soube de todos os finais de novela apenas assistindo comerciais. É o que acontece! Vou esperar pro ano que vem a nova doença da moda, talvez uma gripe anfíbia, que vai ser transmitida pelos sapos.
Ah...amigos, francamente! Nós como construidores da história temos que mudar essa panorâmica nos próximos anos, pelo amor de Deus, quero passar uma velhice cheia de novidades e prazeres diversos: um típico velho sacana do século XXI
Hoje, após uma típica pelada de final de semana com a turma do chopp, retomei a uma corriqueira discussão a respeito da aplicação do conhecimento científico. Ora, mas aonde a abordagem científica se aplica a um jogo de bola com vários marmanjos metidos a boleiros?
Bem, sem dúvidas a analogia pífia, a primeira vista, parece sem fundamento. Contudo, o resultado de uma análise mais crítica da minha pelada é tão pitoresca quanto algumas práticas administrativas que observo no serviço público.
Todo time de pelada é formado por um bando de malas não egressos por concurso público, começando por mim, que fui indicado pelo tio do primo do amigo do vizinho que joga no time dos casados. Eu estou lá na cabeça de área. Sou jogador de confiança. Há de quem me tirar do time, sou amigo do homem. Nesse time joga o Seu Zé. Barrigudo e relotado de outros times. Embora seja Centro-avante e não faça gols, ele é peça intacta no time. A lei não permite tirá-lo de jogo, ele é o dono da bola e do campo. O Paulinho é aquele que fica lá atrás e dá o sangue por todo o time. Corre, marca, ataca. É o legítimo estagiário-peão. Ah amigos... Já fui uma pessoa de vitalidade como o Paulinho. Hoje em dia, eu pretendo apenas fazer uma boa partida e ajudar a equipe a somar três pontos. Sabíamos que o adversário iria dar trabalho, mas agora é levantar a cabeça e pensar no próximo adversário.
Apesar de 1/5 de século vivido, a cada cento e oitenta minuto que se passam eu fico mais parecido com o Carlão. O Carlão é o nosso goleirão. Com seus 1,65 m não teme em peitar nenhum companheiro de time. Sempre enérgico, orienta o time com seus berros, e, como de praxe, termina os jogos irritado com alguém.
Finalizando o time, seja qual for o sentido da palavra empregada, temos os funcionários fantasmas. Os fantasmas são aqueles que não fazem nada pelo time e aparecem apenas no final do mês para receber o seu salário. Bem, estou esquecendo alguém? Ah, claro! O Dr. Roberto, aliás, de doutor não tem nada, muito menos graduação, mas ele é do partido. O Dr. Roberto é nosso grande Chefe de Divisão. Não entende nada de futebol, mas seu cargo de técnico é incontestável no time, uma vez que é o partido dele quem financia a cervejinha e a carne do nosso churrasco.
Você, leitor, deve estar se perguntando: “Sim, onde está a ciência nessa conversa toda? Veja, não adianta eu ter um time aonde os jogadores saibam passar a bola por baixo das pernas, fazer malabarismos com a bola ou qualquer artimanha digna da arte circense, o válido é a aplicação deste conhecimento em favor da equipe. A ciência precisar ser aplicada aos processos administrativos. Vivemos em uma era competitiva, na qual o desenvolvimento tecnológico e científico provoca mudanças radicais nas relações sociais. Não adianta financiar o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação se o conhecimento científico não é aplicado aos processos internos. Para se construir uma casa é preciso montar alicerces que suportem a sua estrutura. Este é nosso grande desafio como gestores públicos e formadores de opinião.
Brasil, meu Brasil brasileiro. Se não fosse pela demagogia da frase, talvez devesse ser minha música preferida, mas como a realidade é completamente diferente, prefiro admirar a beleza dos versos.
Eu, realmente, gostaria de ter a visão de Caminha, que ao por os pés na encantada Ilha de Vera Cruz, fascinou-se com a beleza daquele lugar que tinham palmeiras onde cantavam sabiás, onde um estranho, mas receptivo povo o recebera.
Ora, não quero aqui escandalizar a fábula que todos nós aprendemos na 1ª série, mas acredito que esse seja o primeiro capítulo da hipocrisia que se iniciou lá em 1500 e se estende até hoje, e, provavelmente, assim como os contos bíblicos, se perpetuarão em uma roupagem mais moderna. A questão toda é que nem só de sexo vive o homem, as vezes um pouco de dignidade cai bem, o problema é que as nossas autoridades acham que podem comprá-la com uma bolsa-esmola e fica como está.
Eu não creio que a honra seja um sentimento tão glorioso quanto pregavam os orientais ou como San Martin, o libertador da América, até por que, há quem utilize tal pretexto para matar. Hoje, não só a minha dignidade, como também minha honra foram pisoteadas por hipócritas engravatados, que assim como os portugueses, chamaram o povo brasileiro de bárbaro.
Bem, toda a história constrangedora não chegou a iniciar dentro da biblioteca, mas na entrada do Edifício Raimar Aguiar, sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas. Acredite se quiser, mas fui impedido de entrar por trajar uma bermuda. Francamente, qual a vulgaridade que se vê no uso de uma bermuda em uma cidade que faz, em média, 31°C por dia? Além do mais, você vai impedir um estudante de usar uma biblioteca por um motivo tão fútil assim?
Bem, amigos, na verdade, eu gostaria de compartilhar meu sentimento de tristeza simplesmente pelo fato do estudante ser tratado dessa forma. Sinto-me como o índio que teve que vestir calças, calçar botas e comer de talheres, pois o hipócrita português disse que isto sim era o certo, e fazemos até hoje.
Brasil, um país de todos. Papo furado. Isso é o que o governo do Lula diz e todos acreditam. Não que isso tenha haver com o Lula, muito menos com os ministros dele. A grande problemática é que esta afirmação é vista apenas por estes e o Brasil é de alguns.
Não sei quanto a você que lê, mas eu me incluo no grupo dos que se sentem estrangeiros dentro da terra pátria. De fato, o ufanismo carece nesta terra abandonada.
A Amazônia não pode mais ser vista como a terra do futuro, ela é a terra do hoje. Amigos, cansei-me de ouvir aquele discurso preconceituoso do paulista, do gaúcho ou do mineiro, os quais cospem no prato que comem. Impressiona-me a forma como se referem aos seus estados, chamam-no de Brasil. Ora, se não somos Brasil somos o que?
Você, amazônida, fique contente, o verde representa nossas matas, o amarelo nosso ouro e o azul o nosso céu. Já dizia o poeta, “nosso céu tem mais estrelas, nossos bosques têm mais flores, nossos campos tem mais vidas, nossas vidas mais amores!”
Atire a primeira pedra quem nunca desejou ser outra coisa na vida. Eu, por muitas vezes, desejei ser coisas realmente absurdas para compensar momentos de baixa da humanidade.
Pois bem, esse final de semana retomei essa discussão com uma amiga. Por várias horas montamos um arcabouço de possibilidades e prospectamos como seriam nossas vidas.
Eu, a princípio, disse que gostaria de ser uma bola de futebol, mas não poderia ser de um campeonato chulé. Imagina só se eu fosse uma bola do campeonato alemão. Iria ser chutado naqueles gramados impecáveis, de grama verde e macia, passearia nos mais belos estádios da Europa, veria as mais legais torcidas do velho continente,etc, etc. Mas aí, a Rafa resolveu imaginar a possibilidade de ser um animal, e adivinha? Ela quis ser um coala. Existe bicho mais folgado no mundo que um coala? O coala é um animal tão folgado que consegue dormir 14h por dia e as outras 6h acorda para comer eucalipto. Como diria a minha santa mãezinha, “quando a esmola é muito grande o santo desconfia”. Eu descartei logo essa possibilidade, quando recordei de um especial do descovery o qual me mostrou que durante os primeiros meses de vida, um coala se alimenta do cocô da mãe, o qual é recheado de organismos que fazem com que o mesmo adquira as enzimas necessárias para fazer a digestão do eucalipto.
Bem, agora estou em dúvida do que eu gostaria de ser se não fosse humano. Talvez eu poderia ser uma baleia. Qual é o animal que tira onda com a baleia? Nenhum! Caso eu fosse uma baleia, seria uma bem má! Comeria várias toneladas de Krills de uma vez e meteria meto em todos os tubarões do oceano.
Ah, não sei se é de conhecimento de todos, mas o krill é o animal mais abundante do mundo. Além disso, ele é o principal alimento da baleia. Uma baleia, sozinha, pode engolir duas toneladas de Krill, fantástico! Quero ser uma baleia!
Quem conhece Thiago de Mello sabe o que é Thiago de Mello. Nada melhor que abrir esse blog com ele, o poeta da floresta.
Los Estatutos del Hombre
Artículo 1
Queda decretado que ahora vale la vida, que ahora vale la verdad, y que de manos dadas trabajaremos todos por la vida verdadera
Artículo 2
Queda decretado que todos los días de la semana, inclusive los martes más grises, tienen derecho a convertirse en mañanas de domingo.
Artículo 3
Queda decretado que, a partir de este instante, habrá girasoles en todas las ventanas, que los girasoles tendrán derecho a abrirse dentro de la sombra; y que las ventanas deben permanecer el día entero abiertas para el verde donde crece la esperanza.
Artículo 4
Queda decretado que el hombre no precisará nunca más dudar del hombre. Que el hombre confiará en el hombre como la palmera confía en el viento como el viento confía en el aire como el aire confía en el campo azul del cielo.
Parágrafo único:
El hombre confiará en el hombrecomo un niño confía en otro niño.
Artículo 5
Queda decretado que los hombres están libres del yugo de la mentira. Nunca más será preciso usar la coraza del silencio ni la armadura de las palabras. El hombre se sentará a la mesa con la mirada limpia, porque la verdad pasará a ser servida antes del postre.
Artículo 6
Queda establecida, durante diez siglos, la práctica soñada del profeta Isaías, el lobo y el cordero pastarán juntos y la comida de ambos tendrá el mismo gusto a aurora.
Artículo 7
Por decreto irrevocable queda establecido el reinado permanente de la justicia y de la claridad. Y la alegría será una bandera generosa para siempre enarbolada en el alma del pueblo.
Artículo 8
Queda decretado que el mayor dolor siempre fue y será siempre no poder dar amor a quien se ama, sabiendo que es el agua quien da a la planta el milagro de la flor.
Artículo 9
Queda permitido que el pan de cada día tenga en el hombre la señal de su sudor. pero que sobre todo tenga siempre el caliente sabor de la ternura.
Artículo 10
Queda permitido a cualquier persona a cualquier hora de la vida el uso del traje blanco.
Artículo 11
Queda decretado, por definición, que el hombre es un animal que ama, y que por eso es bello,
mucho más bello que la estrella de la mañana.
Artículo 12
Decrétase que nada estará obligado ni prohibido. Todo será permitido. Inclusive jugar con los rinocerontes, y caminar por las tardes con una inmensa begonia en la solapa.
Parágrafo único:
Sólo una cosa queda prohibida: amar sin amor.
Artículo 13
Queda decretado que el dinero no podrá nunca más comprar el sol de las mañanas venideras. Expulsado del gran baúl del miedo, el dinero se transformará en una espada fraternal, para defender el derecho de cantar y la fiesta del día que llegó.
Artículo final
Queda prohibido el uso de la palabra libertad, la cual será suprimida de los diccionarios y del pantano engañoso de las bocas. A partir de este instante la libertad será algo vivo y transparente, como un fuego o un río, o como la semilla del trigo y su morada será siempre el corazón del hombre.
ESTATUTO DO HOMEM (Ato Institucional Permanente)
A Carlos Heitor Cony
Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
o uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.
Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
(Thiago de Mello)
Estatuto do Homem Puro
(Em edição: aceito sugestões)
Artigo I
O Homem puro, por definição
é aquele bom, de alma límpida e pacífica,
alegre e de espírito jovial.
O homem puro é aquele
que sabe calar-se e ouvir,
que respeita aos velhos e aos novos,
e, sobretudo, sabe ser humano.
Artigo II
Fica decretado que o homem e a mulher
serão um ser único,
distinguindo-se, apenas, pelo dom da luz.
Artigo III
Fica decretado que o homem puro
está livre de ideologias, preceitos e maldades,
e que seja sempre,
aberto e solicito.
Artigo IV
Fica decretado que o preconceito
é o maior de todos os delitos.
Que o homem será livre de escolhas
e que a sociedade deverá amá-lo sob todos os efeitos.